23 Out. 2005 // 30 Dez. 2005

Solidão e Utopia

Francisco Laranjo

Sala de Exposições Temporárias | Temporary Exhibitions Room

O domínio de um espaço

No âmbito da pintura portuguesa, talvez como poucos, o pintor Francisco Laranjo cedo terá tido a consciência da universalidade dos fins últimos da Arte. Senhor de uma evolução determinada por um instinto e lucidez que nenhum cruzamento o tentou nesse avanço estético.
A prová-lo tem o observador a presente mostra.
Desde sempre a conquista de um espaço que recusa compromissos que desvirtuem o seu carácter absoluto, insere-se numa surpreendente cosmosofia da contemporaneidade.
O desenho descreve no espaço movimentos gerados por ignoradas fontes porém em tais movimentos toda a interpretação é regida por uma lei universal que faz dos opostos a virtude da coesão.
Acresce que Francisco Laranjo sempre entendeu, que o desenho, ainda que resultante de um estímulo emocional, será a configuração do ser pensante.
A série de pequenos desenhos que isoladamente se apresentam como exercícios com um valor lexiológico, a sua visão global afigura-se-nos num outro contexto de afirmação.
Trata-se de uma mostra que dá acesso a um campo de reflexões que se inserem no pensamento contemporâneo e que o Lugar do Desenho muito se apraz de acolher.

Resende
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