23 Jan. 2016 // 28 Feb. 2016

TIAGO MADALENO | "do sopro para o caule"

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“Começo a pensar na sequência de movimentos de crescimento como algo constante e repetitivo. Como se sempre que colocasse a mala naquela posição específica, com o sol a incidir de determinada maneira, a planta tivesse sempre a mesma reação. O seu corpo contorcer-se-ia sempre de forma semelhante, na sua luta pela luz solar. Como se existisse um modelo no interior do orgânico. Como se o movimento de crescimento, tal como o salmão lutando pela vida, subindo o rio, ou os feijões mexicanos saltando para fugir à concentração do calor, esse movimento de ânsia, de fuga, de projeção no espaço, para cima, em violentos requebros contorcionistas, em valentes espasmos de vitalidade, resultassem de uma coreografia organizada, de um mapa existente, de um esboço anteriormente projetado. Confundindo a dança com o real, a dor com o peito.”

(Caderno I – 19 de Julho de 2014)

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