24 Out. 2015 // 22 Nov. 2016

BÁRBARA FONTE | reversibilidade

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O valor da finitude, no “existir” e no “carnal”, atua segundo o princípio do irreversível. Já a reversibilidade ocorre no tempo místico e situa o sonambular movimento entre o berço e o túmulo num processo circular e contínuo. Um lugar onde não existe um centro de identidade mas uma intenção de contemplação distanciada da vida, no qual a existência se movimenta em diálogo com identidades divergentes e com as ambiguidades da carne. Nesse princípio cria-se valor na potência do “ser infinito” – rotulado de primitivo ou de primordial, sem, no entanto, remeter a qualquer ponto de origem. Deste modo, o corpo, afirmado num espaço antitético ao da realidade, está em processo de transição constante entre um ser físico e um ser metafísico. Um rito impõe-se, com potencial de ato sagrado, na transferência do vulgar para uma outra dimensão de existência. O desenho reside na união do mito da finitude com o rito da reversibilidade.

Bárbara Fonte

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