24 JAN. | 01 MAR. 2015

JORGE MARQUES | do centro e à volta

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Esta série de desenhos retoma alguns dos problemas da série No limite, apresentada em 2013. São desenhos que tocam a ideia de limite como circunstância do desenho. O limite do que pode ser um desenho no traço, na superfície, no olhar que observa, no gesto que o produz.
Do Centro e à volta, funciona como uma extensão semântica do próprio desenho - no corte, no gesto, no traço, na matéria onde em última instância se vai grafar o próprio corpo. O primeiro desenho foi a produção de um circulo de luz sobre a parede como analogia de uma origem do desenho. Já não como sombra projectada mas como matéria que dá a ver o desenho - donde se extrai o desenho recortado à luz. Sobre a parede uma sombra é ainda revelada. Ao lado, a sombra toca o limite do circulo de luz. O desenho ganha a expressão táctil da superfície onde é recortada.
A partir deste enunciado o desenho foi disputando as circunstâncias conceptuais, materiais, temporais e perceptivas dos seus próprios limites. São desenhos mínimos, são cortes, linhas, superfícies. São desenhos em partes. São desenhos, também, à volta do desenho. (O que é o desenho?)

(J.J.M) JAN.2015
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