27 Out. 2012

Sala 3 | Inauguração

Sala 3 | Room 3

O desenho é hoje um campo em mutação constante. A compreensão destas mutações envolve uma observação atenta, assente em critérios plurais, eles próprios em constante construção. E num contexto tão plural, com tantas ramificações suportadas por uma enorme variedade de práticas e discursos, é difícil isolar os aspectos que constituem os sintomas da contemporaneidade do desenho.
No entanto, há dois aspectos que parecem ser significativos na caracterização das suas novas paisagens: um é o impacto das tecnologias digitais e dos meios temporais como mediadoras do desenho; o outro é a mudança radical na forma de relacionamento com outros campos artísticos, científicos e performativos. Estas mudanças não afectam apenas a prática do desenho. Alteram também os contextos da sua recepção.
A "sala" surge assim da vontade de criar um espaço na Fundação Júlio Resende - Lugar do Desenho, dirigido à exposição e exploração das novas possibilidades ensaiadas pelo desenho como prática artística, convictos que assim se materializa uma das funções que o próprio Júlio Resende via no desenho: um lugar de provocações onde a incerteza se torna criativa.
Na sua condição de espaço emergente, mas também de laboratório, a "sala" toma o desenho como modelo liminar de exploração de uma ampla variedade de processos e materiais, incluindo o tempo, o espaço, o som ou a luz.
Mais do que um posto de observação, a "sala" pretende ser um agente provocador na discussão de projectos artísticos que assumem o desenho como modelo de um campo expandido, como prática liminar, situada entre disciplinas artísticas e áreas de saber.
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